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Taxas de Compensação – Justas ou Injustas e-mail
29-Mai-2008
Por André Martins
É um tema que não se discute muito em público, mas sempre em voga, principalmente agora com o final da temporada a avizinhar-se.
 
É um tema muito controverso, e mesmo a mim é-me difícil ter uma convicção plena do que é o correcto. Será uma opinião própria, com uma série de argumentos que me parecem plausíveis de serem analisados cuidadosamente.
Todas as épocas existem um sem número de atletas que pretendem mudar de clube por variadíssimas razões. Na maioria dos casos os clubes levantam muitas objecções à mudança dos atletas, principalmente se for para clubes vizinhos.
 
Como treinador, acho que os atletas deviam ser livres de escolher o clube por quem querem actuar, contudo como coordenador das camadas jovens do Amanha da Criança, tenho de limitar estas mudanças, penso porém que exigir uma taxa de compensação no escalão de juvenis a rondar os 1000€ seja um absurdo. Devia ser exigido, ao atleta que quer mudar de clube, embora o clube o pretenda manter, que este pague as despesas que o clube teve com este enquanto o regulamento federativo não se alterar. Verbas essas que nunca ultrapassarão os 150€ época, isto já uma verba por alto, dado que aqui no Amanha da Criança vamos buscar os atletas a casa, e temos despesas de combustíveis, que a maioria dos clubes não tem.
Os atletas estando sempre a mudar de clube, é complicado realizar um bom trabalho a nível de formação, bem como ter sempre assegurado atletas para o escalão seguinte. A taxa de compensação, para mim, só deve ser utilizada em último caso, num caso muito grave, e não de uma forma banal como agora acontece. Digo isto, porque se hoje é o clube A a pedir ao B, amanha pode ser ao contrário, e depois como é que é?
 
Já conversei com um dos responsáveis da Federação, e para mim o justo seria, estabelecer-se um valor por época/atleta, ou seja se está há uma época tem direito até a um máximo de x, 2 épocas y e assim por diante. Discordo totalmente, que o valor para um atleta que represente o Amanha da Criança por exemplo durante 3 temporadas seja igual ao que represente uma temporada, como taxa de compensação. Não faz sentido.
Estou convicto, de que, se não existisse taxa de compensação, os clubes com mais posses facilmente aliciariam os atletas dos clubes com menos posses, e tornariam os campeonatos menos competitivos, mas acho urgente que os valores das taxas de compensação sejam reformulados.
 
Exemplificando, um atleta que quer jogar no Amanha da Criança, e está parado há uma temporada sem fim à vista, o caso do Hugo, cuja carta pertence à União Desportiva da Bela, que se mantém intransigente e não cede o atleta sem ser pela taxa de compensação. Está o atleta sem jogar há uma temporada, não se vê resolução do problema. Já escrevemos cartas para Federação, Câmara, Junta de freguesia e não há fim à vista, onde está a justiça? Será que este atleta merece estar parado?
           
Penso que será necessário encontrar uma forma mais justa de os atletas puderem mudar de clube, sem que os clubes deixem de ter salvaguardados certos direitos básicos como é óbvio.
 
Cumprimentos
 
André Martins
 
           
 
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